Unicamp repudia violência após tumulto em aula magna de Fernando Haddad: 'Inaceitável'
03/07/2026
(Foto: Reprodução) Aula de Haddad na Unicamp tem confusão e briga; VÍDEO
A Unicamp divulgou, nesta sexta-feira (3), uma nota em que condenou os "atos de violência e tumulto" durante a aula magna de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, na noite de quinta-feira (2).
O evento foi interrompido por uma briga entre participantes e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL). Os manifestantes foram retirados do local pelos seguranças. Em alguns momentos, houve troca de socos entre os grupos (assista ao vídeo acima).
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A universidade classificou a interrupção como inaceitável. Em nota, a instituição defendeu o pluralismo de ideias e repudiou as agressões.
"Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação", afirmou.
O Partido dos Trabalhadores (PT) disse em nota que repudia "os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema-direita contra o pré-candidato ao governo ao estado de SP".
Aula de Fernando Haddad na Unicamp tem registro de confusão e briga nesta quinta-feira (2)
Gabriel Pitor/g1
Retomada da aula
O Teatro de Arena estava lotado, em sua maioria, por apoiadores do petista. Durante a confusão, Haddad chegou a dizer ao público que não havia entendido o que os manifestantes gritaram.
Após a saída do grupo, o pré-candidato concluiu seu discurso e afirmou estar pronto para a disputa eleitoral.
"Eu estou treinando, estou fazendo treinamento, estou exercitando cabeça, corpo, para fazer uma bela campanha, para a gente fazer um belo debate. Disputa para valer com as ideias que a gente defende. E vamos ganhar de qualquer jeito. De um jeito ou de outro, com uma campanha bonita leva a gente à vitória. Beijo, Unicamp", disse.
Haddad deixou o local logo depois e não falou com a imprensa. Na saída, apoiadores gritaram "fora, Tarcísio".
Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, durante aula magna na Unicamp, nesta quinta-feira (2)
Gabriel Pitor/g1
Versão do MBL
Um integrante do MBL disse ao g1 que a ação foi um protesto contra uma suposta campanha eleitoral antecipada. Ele também alegou ter sido agredido por participantes do evento.
A Polícia Militar informou que foi acionada para averiguar a confusão. No entanto, não houve necessidade de intervenção, pois "a situação foi prontamente controlada pelos organizadores".
O g1 procurou a assessoria do ex-ministro para comentar o episódio, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O que diz a Unicamp
"A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade. A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia. Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes. A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania."
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