Trump assinará medidas para ampliar importações de carne bovina, diz agência

  • 11/05/2026
(Foto: Reprodução)
Lula e Trump discutiram sobre tarifas durante encontro O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve assinar nesta segunda-feira (11) decretos para ampliar as importações de carne bovina e incentivar a recomposição do rebanho no país. A medida busca conter a alta dos preços da carne, disse um funcionário da Casa Branca à agência Reuters. O funcionário não detalhou as medidas. O anúncio deverá ocorrer em um momento em que o rebanho bovino dos EUA atingiu o menor nível em 75 anos e os preços da carne continuam em alta. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O jornal norte-americano The Wall Street Journal informou anteriormente que Trump deve suspender por tempo determinado as cotas tarifárias para a carne bovina, permitindo a entrada de um volume maior do produto no país com tarifas reduzidas. Segundo o jornal, o presidente deve orientar a Administração de Pequenas Empresas, agência do governo voltada ao apoio de pequenos negócios, a ampliar o crédito para pecuaristas. Além disso, a medida deve reduzir as proteções previstas na Lei de Espécies Ameaçadas para lobos-cinzentos e lobos mexicanos que atacam rebanhos. Embora os preços de ovos, leite e outros itens básicos de supermercado tenham caído desde que Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, a carne bovina continuou ficando mais cara nos EUA. O produto se tornou um símbolo da inflação persistente para os consumidores americanos às vésperas da temporada de churrascos de verão no país. Reunião Lula-Trump mexeu com os mercados As expectativas de aumento das importações de carne bovina do Brasil movimentaram o mercado de gado nos EUA após Trump se reunir com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada. A avaliação é que uma maior entrada de carne brasileira pode ampliar a oferta nos EUA e ajudar a conter os preços ao consumidor, ao mesmo tempo em que beneficia exportadores brasileiros. Nesta segunda-feira, os contratos futuros de gado vivo para junho na Bolsa Mercantil de Chicago fecharam em leve alta, enquanto os contratos para agosto caíram 0,5%. Em outubro de 2025, Trump já havia ampliado em quatro vezes as importações de carne bovina da Argentina e, um mês depois, retirado a tarifa extra de 40% sobre a carne bovina e o café do Brasil. Vaivém do tarifaço Antes, o tarifaço imposto por Donald Trump em abril de 2025 elevou a preocupação em relação à alta dos preços nos EUA. Com o aumento dos custos para importar produtos — somado às tensões no Oriente Médio —, os americanos passaram a pagar mais caro por itens do dia a dia, como a carne. A base legal usada para aplicar as tarifas também passou a ser questionada. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o tarifaço, que previa taxas de até 50%. Em resposta, Trump anunciou novas tarifas globais de 10%, desta vez com base em outro instrumento legal. Com a medida, o republicano divulgou uma extensa lista de exceções, incluindo a carne bovina, um dos principais produtos exportados pelo Brasil aos EUA. No caso da carne, a tarifa zero vale para cortes frescos, refrigerados ou congelados, desde carcaças até cortes considerados nobres. Insatisfação dos eleitores Os decretos que devem ser assinados nesta segunda-feira vêm em meio ao descontentamento dos eleitores americanos a menos de seis meses das eleições de meio de mandato nos EUA. Pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada no início deste mês aponta insatisfação ampla com a atuação de Trump na guerra com o Irã e em outras questões-chave, a seis meses das eleições de meio de mandato. De acordo com a pesquisa, a desaprovação de Trump chegou a 62%, o maior nível já registrado em seus dois mandatos. A aprovação está em 37%, próxima dos 39% observados em fevereiro. O levantamento mostra que a avaliação do presidente em relação à economia, tema central de sua retomada política em 2024, piorou desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro. Nesse contexto, a maioria dos americanos desaprova a condução de Trump na crise com o Irã, por 66% contra 33%. Na economia, a avaliação do republicano caiu sete pontos, para 34%, em meio à alta dos preços da gasolina. Já em relação à inflação, a aprovação recuou cinco pontos no período, para 27%. * Com informações da agência de notícias Reuters Preço da carne bovina em um supermercado dos EUA. AP Photo/Nam Y. Huh

FONTE: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2026/05/11/trump-carne-bovina.ghtml


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