Suspeito de golpe para desviar herança bilionária também é investigado por laudo falso para favorecer Pablo Marçal em 2024

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
A história inventada para tentar roubar parte de uma fortuna bilionária. Apontado como um dos envolvidos na tentativa de golpe de quase R$ 1 bilhão contra a herança do empresário João Carlos Di Genio, Luiz Teixeira da Silva Júnior também é investigado por outro caso: a suspeita de ter forjado a assinatura de um médico em um laudo fraudulento divulgado por Pablo Marçal durante as eleições de 2024. A atuação de Luiz Teixeira nos dois episódios tem, segundo a investigação, um ponto em comum: o uso de documentos falsos para dar aparência de legalidade a informações que não se sustentariam por meios legítimos. No caso mais recente, ligado à disputa política, a polícia aponta que o suspeito teria falsificado a assinatura de um médico em um laudo que foi divulgado publicamente. LEIA TAMBÉM: Quem são os suspeitos que se uniram para tentar dar um golpe de quase R$ 1 bilhão na herança do fundador do grupo Objetivo Assinatura recortada e sentença privada: como suspeitos montaram golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo Perícia revela fraude em série: os sinais que denunciaram o golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo Luiz Teixeira da Silva Júnior é um biomédico investigado por assinar um laudo falso sobre o uso de drogas por Guilherme Boulos, e também envolvido em um golpe bilionário contra os herdeiros do grupo Objetivo. Reprodução/TV Globo/Fantástico O documento teria sido utilizado para tentar atingir um adversário eleitoral, ao sugerir, sem comprovação, o uso de substâncias ilícitas. Luiz Teixeira nega a acusação na Justiça Eleitoral. Já no caso envolvendo a herança de Di Genio, o nome do biomédico aparece ligado a uma empresa imobiliária que apresentou uma cobrança milionária contra a família do empresário. A empresa alegava uma suposta compra de 448 lotes no interior de São Paulo, em um negócio que teria sido firmado ainda em vida pelo fundador do grupo Objetivo. Segundo as investigações, os documentos que embasavam a cobrança apresentavam indícios de fraude. Peritos identificaram que assinaturas verdadeiras de Di Genio teriam sido recortadas de outros registros e inseridas digitalmente em contratos fictícios, com datas retroativas. Além disso, a notificação que indicaria ciência da família sobre a dívida também teria sido falsificada, incluindo a assinatura de um porteiro. A ausência dos documentos originais reforçou as suspeitas. Luiz Teixeira já tinha sido investigado por tentar transformar seu diploma de biomédico em um certificado de Medicina. Reprodução/TV Globo/Fantástico Mesmo com as inconsistências, o grupo tentou validar a cobrança por meio de uma decisão de arbitragem, que reconheceu a dívida e elevou o valor para quase R$ 1 bilhão. A sentença foi emitida sem a participação da viúva, sob a alegação de que ela teria sido intimada — ponto que também é contestado pela investigação. De acordo com a defesa, Luiz Teixeira afirma que passou a integrar a empresa imobiliária apenas após a assinatura do contrato dos terrenos. Ele também sustenta que a perícia apresentada não é oficial e diz estar à disposição da Justiça. Apesar disso, ele é considerado foragido. Antes de aparecer nos dois casos, Luiz Teixeira já havia sido investigado por uso de documentos falsos ao tentar obter registro como médico. Em 2019, ele afirmou em audiência que buscava validar um diploma por meio de aproveitamento de créditos. Na ocasião, o registro foi negado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Anos depois, ele voltou a se apresentar como profissional da área da saúde, inclusive em vídeos de uma clínica estética. Em 2024, conseguiu diploma de medicina e registro profissional, mesmo após ter sido condenado anteriormente por falsificação de documentos para se passar por médico. Esse processo ainda está em curso. Para investigadores, a repetição de episódios envolvendo documentos suspeitos indica um padrão de atuação. No caso da herança bilionária, a polícia apura crimes como estelionato, falsidade ideológica e organização criminosa. Já no episódio eleitoral, a apuração envolve a suspeita de uso de documento falso com finalidade política. A defesa de Luiz Teixeira nega irregularidades nos dois casos. Um terreno no valor de R$ 635 milhões foi usado como arma do golpe. Reprodução/TV Globo/Fantástico João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo Reprodução/TV Globo Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

FONTE: https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2026/04/08/suspeito-de-golpe-para-desviar-heranca-bilionaria-tambem-e-investigado-por-laudo-falso-para-favorecer-pablo-marcal-em-2024.ghtml


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