Surto de Ebola já deixou ao menos 100 mortos na República Democrática do Congo; CDC confirma caso em profissional dos EUA
18/05/2026
(Foto: Reprodução) Surto de Ebola já matou 100 pessoas na República Democrática do Congo
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram nesta segunda-feira (18) um caso de Ebola em um profissional dos EUA que atuava na República Democrática do Congo, onde um surto da doença já deixou ao menos 100 mortos.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Segundo o órgão, o paciente será transferido para a Alemanha para receber tratamento e cuidados especializados.
A operação está sendo coordenada em parceria com o Departamento de Estado americano.
Durante uma coletiva de imprensa, Satish Pillai, responsável pela resposta do CDC ao Ebola, afirmou que o risco para os Estados Unidos continua baixo.
A emissora britânica BBC informou que mais de 390 casos suspeitos já foram registrados na República Democrática do Congo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o avanço da doença como uma emergência internacional de saúde pública.
Homem é retirado de ambulância ao chegar ao Hospital Geral de Referência de Bunia, após confirmação de um surto de Ebola na República Democrática do Congo.
Victoire Mukenge/Reuters
O atual surto envolve a variante Bundibugyo do vírus Ebola, considerada mais rara e para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados.
Justamente por isso, autoridades de saúde alertam que o cenário pode ser mais amplo do que o detectado até agora, com risco de disseminação regional.
Ainda segundo a BBC, ao menos seis americanos teriam sido expostos ao vírus durante a atuação no Congo.
Fontes ouvidas pela CBS News, parceira da emissora nos EUA, afirmaram que um deles apresentou sintomas, enquanto outros tiveram contato considerado de alto risco.
O CDC não detalhou quantas pessoas foram afetadas.
O governo americano também anunciou novas medidas de prevenção, como monitoramento de viajantes vindos das áreas afetadas e restrições de entrada para estrangeiros que tenham passado recentemente pela República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul.
Uganda também confirmou casos da doença, incluindo uma morte. Países vizinhos, como Ruanda e Nigéria, anunciaram reforço em ações de vigilância e controle sanitário nas fronteiras.