Óbitos por vírus respiratórios caem 92% no AM; crianças de até 4 anos concentram 60% dos casos
10/08/2026
(Foto: Reprodução) Doenças respiratórias no Amazonas
Divulgação/SES-AM
O Amazonas registrou uma queda de 92% no número de mortes provocadas por vírus respiratórios entre 1º de janeiro e 4 de agosto de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o painel epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) crianças de até 4 anos de idade representam mais de 60% de todos os casos graves de infecção viral registrados no estado este ano.
🔍Segundo o levantamento oficial, o estado contabilizou 4 óbitos por vírus respiratórios até o início de agosto em 2026, frente às 50 mortes notificadas no mesmo intervalo de 2025.
Todas as vítimas fatais deste ano eram idosos de 60 anos ou mais, sendo três homens e uma mulher. As causas dos óbitos foram Influenza A (2 casos), COVID-19 (1 caso) e Metapneumovírus (1 caso).
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Crianças são a maioria das internações
De acordo com o painel o volume de adoecimento permanece alto entre crianças. Dos 1.280 casos de SRAG confirmados para vírus respiratórios no Amazonas em 2026, as crianças de até 4 anos somam 1.013 ocorrências, o que corresponde a 61,3% do total geral de infecções confirmadas.
Menores de 1 ano: lideram isoladamente o ranking de hospitalizações, acumulando 621 casos no período.
De 1 a 4 anos: aparecem em segundo lugar, com 392 registros.
No atual cenário, o Rinovírus é o vírus de maior circulação e principal causador das internações no estado em 2026, com 549 diagnósticos positivos, seguido de perto pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 438 casos — patógeno historicamente associado a quadros graves de bronquiolite em recém-nascidos. A Influenza contabiliza 193 registros e a COVID-19 soma 46 casos.
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Assessoria
Mês a mês e geografia dos casos
A redução no total de mortes acompanhou quase todos os meses do ano. Em janeiro, o número de vítimas caiu de 10 em 2025 para 2 em 2026 (-80%). Em abril, recuou de 12 para 1 (-91,7%), e em junho passou de 8 para 1 (-87,5%). Os meses de fevereiro, março, maio, julho e o início de agosto não registraram mortes por vírus respiratórios em nenhum dos dois anos.
Geograficamente, a capital Manaus concentra a imensa maioria das notificações, respondendo por 937 dos 1.280 casos virais confirmados no Amazonas. No interior, os municípios com maior volume de casos são Eirunepé (42), Ipixuna (30), Manacapuru (23) e Guajará (20).
Entre os sintomas mais reportados nos atendimentos de SRAG estão tosse (90,2%), dificuldade para respirar (82,4%), febre (77,7%) e desconforto respiratório (75,6%). O painel mostra ainda que 34,2% dos pacientes (438 pessoas) possuíam algum fator de risco associado, sendo a asma a condição prévia mais frequente (24,4%), seguida por doenças cardiovasculares crônicas (20,4%) e diabetes mellitus (16,3%).
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As 10 cidades do AM com mais casos confirmados
A capital Manaus concentra a maioria absoluta dos registros, ultrapassando a marca dos 900 casos. Entre os municípios do interior, cidades das calhas do Juruá e do Médio Solimões aparecem no topo da lista.
📈Confira o ranking das dez cidades amazonenses com maior número de infecções confirmadas por vírus respiratórios em 2026:
Manaus: 937 casos
Eirunepé: 42 casos
Ipixuna: 30 casos
Manacapuru: 23 casos
Guajará: 20 casos
Presidente Figueiredo: 19 casos
Tefé: 17 casos
Barcelos: 14 casos
Boca do Acre: 14 casos
Itacoatiara: 13 casos
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