Ministro Paulo Teixeira deixará Agricultura para disputar Câmara em 2026
16/03/2026
(Foto: Reprodução) IMAGEM DE ARQUIVO: ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, em Mirante do Paranapanema
Reprodução/TV Fronteira
O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT), afirmou que vai deixar a pasta para concorrer à vaga de deputado federal por São Paulo nas Eleições de 2026. A declaração foi dada nesta segunda-feira (16) durante uma visita à Feira Nacional de Máquinas e Tecnologia, em Campinas (SP).
Teixeira deve continuar no governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) até o início de abril. Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos oficiais — até seis meses antes da votação. Neste ano, o pleito ocorre no dia 4 de outubro.
A expectativa é de que 20 ministros do Governo Federal deixem as pastas para disputar as eleições (veja a lista abaixo). Segundo Teixeira, o presidente Lula ainda não decidiu quem será seu substituto. "O presidente Lula tem uma política de manutenção de seus equipes para completar o ciclo do governo", comentou em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
"O presidente Lula que vai escolher. Ele ainda não indicou a pessoa que vai me suceder, mas indicou que ele vai manter a unidade da equipe para não ter interrupção dos trabalhos que estão acontecendo no ministério", completou.
Ministros devem deixar governo
Mais de 20 ministros devem deixar o governo nos próximos meses
Ao menos 20 ministros devem sair do governo para disputar as eleições. Entre eles estão o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT); a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT).
A ação tem o objetivo de ampliar a base aliada no Congresso Nacional em um eventual quarto mandato de Lula. O governo avalia como estratégica a ampliação de sua bancada no Senado Federal, já que a Casa desempenha funções centrais.
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Já para o governo, a análise é que manter a predominância de cadeiras aliadas ao governo pode diminuir "solavancos" em um futuro quarto mandato do petista.
No próximo ano, cada estado terá direito a eleger dois senadores. Ao todo, serão 54 cadeiras em competição — o que equivale a dois terços da Casa.
Veja todas as movimentações que devem acontecer:
Casa Civil: Rui Costa (PT) deve ser candidato ao Senado pela Bahia;
Relações Institucionais: Gleisi Hoffmann (PT) será candidata ao Senado pelo Paraná;
Desenvolvimento, Indústria e Comércio: Geraldo Alckmin (PSB) deve ser candidato à reeleição como vice-presidente;
Fazenda: Fernando Haddad (PT) avalia se será candidato ao Senado;
Educação: Camilo Santana (PT) deve ser candidato ao governo do Ceará;
Transportes: Renan Filho (MDB) deve ser candidato ao governo de Alagoas;
Esporte: André Fufuca (PP) deve concorrer ao Senado;
Portos e Aeroportos: Silvio Costa Filho (Republicanos) planeja ser candidato ao Senado por Pernambuco;
Integração Nacional: Waldez Goés (PDT) é cotado para ser candidato a senador pelo Amapá;
Secretaria de Comunicação da Presidência: Sidônio Palmeira deve deixar o governo para fazer o marketing da campanha de reeleição do presidente Lula;
Planejamento: Simone Tebet (MDB) é cotada a disputar uma vaga ao Senado por São Paulo;
Meio Ambiente: Marina Silva (Rede) é cotada para disputar uma vaga ao Senado;
Cidades: Jader Filho (MDB) deve ser candidato a deputado federal pelo Pará;
Agricultura: Carlos Fávaro (PSD) erá candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso;
Pesca: André de Paula (PSD) será candidato a deputado federal por Pernambuco;
Igualdade Racial: Anielle Franco (PT) avalia ser candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro;
Desenvolvimento Agrário: Paulo Teixeira (PT) será candidato à reeleição como deputado por São Paulo;
Empreendedorismo: Marcio França (PSB) planeja se candidatar ao governo de São Paulo;
Minas e Energia: Alexandre Silveira (PSD) avalia ser candidato ao Senado por Minas Gerais;
Direitos Humanos: Macaé Evaristo (PT) deve ser candidata à deputada estadual em Minas Gerais;
Povos Indígenas: Sonia Guajajara (PSOL) deve ser candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo;
Previdência Social: Wolney Queiroz (PDT) deve ser candidato a deputado federal por Pernambuco.
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