Luxo e velocidade: como é a Porsche de R$ 372 mil que sumiu após apreensão no TO
21/09/2026
(Foto: Reprodução) Veículo foi apreendido pela Polícia Federal
PF/Divulgação
Fabricada em 2017, a Porsche Macan S que está no centro de uma investigação da Polícia Federal no Tocantins é avaliada em R$ 372 mil. O veículo foi apreendido em 2022, mas desapareceu do controle judicial após uma série de vendas ilegais. A situação só foi descoberta quando a Justiça tentou organizar o leilão do automóvel.
Após a primeira apreensão, o carro foi entregue a uma fiel depositária, que deveria guardar e cuidar do veículo. A investigação da Polícia Federal constatou que o veículo acabou voltando para o antigo dono, investigado por desviar verbas do auxílio emergencial durante a pandemia de Covid-19, antes de ser revendido diversas vezes.
Uma decisão da Justiça Federal de Palmas determinou a busca e apreensão do automóvel e o bloqueio de até R$ 372 mil nas contas de três investigados. O veículo voltou a ser apreendido pela PF no dia 17 de setembro, em Morrinhos (GO).
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A Porsche Macan S é uma SUV média de luxo e pode atingir 100 km/h em 5,2 segundos. O modelo tem câmbio automático, velocidade máxima de 254 km/h, bancos de couro, teto solar e bancos com regulagem elétrica.
Na cidade, o veículo faz até 6,2 quilômetros por litro de gasolina e tem autonomia de até 403 km. Na estrada, o consumo chega a 7,9 km/l, com autonomia de até 514 km.
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PF/Divulgação
Sumiu após apreensão
O Porsche foi apreendido pela PF em 2022 na Operação Scelerum Fructus, que desmantelou uma quadrilha acusada de desviar mais de R$ 1,2 milhão do auxílio emergencial na pandemia. O dinheiro do golpe foi usado para comprar imóveis e carros de luxo.
Para evitar a perda de valor do bem, a Justiça decidiu vender o veículo em leilão antecipado, momento em que a ausência do carro foi confirmada.
O veículo não estava em um pátio oficial, mas sob a guarda de uma responsável legal (fiel depositária), que tinha a obrigação de cuidar do bem e não podia vendê-lo. No entanto, a investigação apontou que o automóvel foi repassado no mercado informal várias vezes.
Para tentar localizar o automóvel, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiânia (GO), Senador Canedo (GO) e Atibaia (SP). O caso é apurado como fraude processual e lavagem de dinheiro.
Apesar do uso de documentos falsos e do esconderijo do bem, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva dos investigados por entender que não havia os requisitos legais para a prisão naquele momento. As investigações continuam em sigilo.
Porsche Macan S virou centro de uma investigação após sumir do controle judicial
Divulgação/PF
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