Justiça decreta como ilegal greve dos servidores públicos de Florianópolis
01/05/2026
(Foto: Reprodução) Tribunal de Justiça de Santa Catarina decreta ilegalidade da paralisação
A greve dos servidores municipais de Florianópolis, que se estende há mais de uma semana, foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que determinou que os serviços sejam retomados em até 24 horas sob pena de multa. A decisão, que ocorre após pedido do município, é de quinta-feira (30).
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) informou à NSC TV que ainda não foi notificado oficialmente pela Justiça e a greve continua nesta sexta-feira (1º). Uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (4).
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As negociações entre as partes acontecem desde março, mas a prefeitura informou que só volta a negociar a partir do momento em que os servidores retomarem as atividades. Os servidores municipais entraram em greve nesta quinta-feira (23).
A categoria pede melhores condições de trabalho e pontua que o governo não atendeu à pauta de reivindicações durante as negociações. A prefeitura de Florianópolis afirmou que tem mantido o diálogo e cumprido os acordos firmados.
Locais afetados, segundo a prefeitura de Florianópolis
Educação
ESCOLAS BÁSICAS MUNICIPAIS (EBMs)
Unidades com atendimento– 37
Unidades sem atendimento – 4
Porcentagem de profissionais em greve - 32,3%
NÚCLEOS DE EDUCAÇÃO INFANTIL MUNICIPAL (NEIMs)
Unidades com atendimento - 72
Unidades sem atendimento - 12
Porcentagem de profissionais em greve - 36,1%
Saúde
Porcentagem de profissionais em greve - todos os serviços - 16,08%
Centros de Saúde com maior percentual de profissionais em greve - Novo Continente, Jurerê, Trindade, Rio Tavares.
UPAS - Com baixa adesão, sem impacto significativo no funcionamento
Na Escola de Educação Infantil Almirante Lucas Alexandre Boiteux, no centro de Florianópolis, apenas duas salas recebiam alunos nesta manhã. Já no Centro de Saúde do Monte Serrat, a reportagem da NSC TV mostrou moradores que não conseguiram se vacinar.
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Divulgação
O que a categoria reivindica?
A greve, segundo o Sintrasem, ocorre por conta de vários problemas enfrentados pelos trabalhadores:
"Na saúde, o déficit de pessoal pressiona os atendimentos e expõe trabalhadores e usuários a situações de agressão. Na educação, faltam condições básicas de funcionamento, com problemas estruturais e insuficiência de materiais", disse o sindicato.
A prefeitura disse lamentar a decisão de greve e informou que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados:
"Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários."
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