Islândia ordena deportação de ativistas contra caça às baleias que haviam sido detidos; 4 brasileiros estão entre eles
05/08/2026
(Foto: Reprodução) Fundação divulga imagens de abordagem da Guarda Costeira da Islândia a barco com ativistas
A Islândia ordenou a deportação de 21 ativistas contra a caça às baleias que estão detidos em Reykjavík desde a semana passada, informou a polícia à agência de notícias francesa AFP nesta quarta-feira (5).
O grupo, do qual quatro brasileiros fazem parte, estava detido em sua embarcação desde a abordagem da Guarda Costeira do país na última sexta (31), e foi liberado para deixar o navio horas antes da decisão.
Em post no Instagram, por volta das 5h do horário de Brasília, a ONG internacional Captain Paul Watson Foundation, responsável pela expedição que levou à prisão dos ativistas, atualizou a situação da tripulação:
"Todos os 21 tripulantes do Bandero foram autorizados a deixar o navio. No entanto, eles não estão livres para sair da Islândia. Nas condições atuais, eles devem permanecer na área metropolitana de Reykjavík e se apresentar regularmente à polícia enquanto aguardam uma decisão das autoridades de imigração islandesas. Eles também foram informados de que podem ser deportados e proibidos de retornar à Islândia".
Vídeo mostra momento da detenção
A embarcação em que os brasileiros estavam se chama Bandero e estava em uma missão chamada Operação 86, sob comando da ONG internacional Captain Paul Watson Foundation.
Os quatro detidos são:
Victor Calixto, 23 anos, marinheiro, de Ilhabela (SP)
Lucas Barbosa, 28 anos, cozinheiro, de Craíbas (AL)
Vitor Young, 32 anos, contramestre, de Santos (SP)
Rui Amorim, 52 anos, médico de bordo, de Fortaleza (CE)
Os quatro brasileiros presos em navio de ativistas na Islândia
Sea Sheperd Brasil / Divulgação
No mesmo dia da prisão dos ativistas, a Captain Paul Watson Foundation divulgou um vídeo do momento exato em que agentes das Forças Especiais da Islândia, já a bordo do Bandero, ordenaram que o capitão parasse o barco e que todos desligassem os telefones.
Além dos brasileiros, mais 17 integrantes, de 10 países, faziam parte da missão.