Governo diz ver com 'preocupação' manifestações no Irã; não há registros de brasileiros entre vítimas
13/01/2026
(Foto: Reprodução) O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira (13) uma nota em que afirma que o Brasil vê "com preocupação" a evolução dos protestos no Irã, registrados desde o dia 28 de dezembro.
➡️ Inicialmente, os atos tinham como foco a má situação econômica do país, mas a repressão violenta aos atos levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que governam o Irã desde a Revolução de 1979.
No comunicado divulgado pelo Itamaraty, o governo brasileiro afirma lamentar as mortes causadas após o início dos protestos. Segundo a Reuters, cerca de duas mil pessoas morreram em decorrência dos protestos.
O governo do Brasil também diz no documento que "cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país".
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"O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo", diz a nota.
Nesta segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor tarifa de 25% a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer imediatamente.
O Brasil pode ser impactado pela decisão devido à relação comercial com o Irã. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
Não brasileiros entre vítimas, diz Itamaraty
No comunicado divulgado nesta terça, o Itamaraty afirma que, até o momento, não há registros de brasileiros entre os mortos e feridos no Irã.
"O Itamaraty, por meio da Embaixada do Brasil em Teerã, se mantém atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã", diz a nota.
Protesto no Irã
UGC via AP