Governo americano detalha planos para o futuro da Venezuela
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Trump diz que venezuelanos usarão dinheiro do petróleo para comprar somente produtos americanos
O presidente Donald Trump se manifestou na noite desta quarta-feira (7) sobre a apreensão dos Estados Unidos de petroleiro clandestino, alvo de sanções por fazer negócios com a Venzuela. Donald Trump postou numa rede social que a Venezuela vai comprar apenas produtos americanos com o dinheiro que vai receber da venda de petróleo.
Trump também disse que pretende aumentar os gastos com defesa dos Estados Unidos para o orçamento de 2026. Seria um aumento de 50% - e elevaria o orçamento militar para U$S 1,5 trilhão.
Só que para fazer isso, Trump precisa da aprovação do congresso - e este ano tem eleição de meio de mandato nos Estados Unidos - que vai renovar toda a câmara e uma parte do senado.
Nesta quarta-feira (7), quem conversou com a imprensa foi o secretario de estado Marco Rubio. Ele explicou os próximos passos que o governo americano vai tomar para cuidar do futuro da Venezuela.
Marco Rubio foi ao Congresso detalhar os planos da Casa Branca. Entre um encontro e outro, ele anunciou para a imprensa começando pela estabilização. Disse: "não queremos que o país mergulhe no caos. O dinheiro da venda de petróleo será usado para beneficiar o povo venezuelano, não a corrupção nem o regime."
A segunda fase será de recuperação e prevê que empresas americanas tenham acesso ao mercado venezuelano. O terceiro e último passo seria a transição política.
"Vamos criar um processo de reconciliação nacional para que as forças de oposição sejam libertadas das prisões ou voltem ao país e possam começar a reconstruir a sociedade civil”, afirmou Rubio.
Mas o secretário de estado não quis dar prazos. Marco Rubio disse que tem mantido contato com a presidente interina Delcy Rodríguez.
Mas, uma outra peça do regime chavista está sob a mira do governo americano: o ministro do interior Diosdado Cabello. Que também foi acusado no tribunal de Nova York dos mesmos crimes de Nicolás Maduro.
Segundo a agência de notícias Reuters, a Casa Branca já alertou Cabello que ele pode ser o próximo alvo de uma ataque americano e que, se não colaborar com Washington, a vida dele está em perigo.
O governo americano avalia que o ministro atrapalha ativamente o esforço da presidente interina Delcy Rodríguez de conciliar interesses do regime e dos Estados Unidos. Internamente, as duas figuras disputam internamente o protagonismo no regime.
Cabello comanda as milícias que impõem a ideologia chavista pela força. Os ‘colectivos’ - como são chamadas as organizações paramilitares – prenderam manifestantes favoráveis à oposição depois das eleições de 2024, quando Nicolas Maduro se proclamou reeleito mesmo com denúncias de fraude e contagens que davam vitória ao opositor, Edmundo Gonzalez.
Esta semana, Cabello disse em uma manifestação, que a prisão do ex-ditador gerou um sentimento anti-americano na Venezuela. Ele afirmou: "os que riem hoje da própria desgraça não entendem que a revolução bolivariana continua."
Nesta quarta-feira (7), Caracas amanheceu sob luto oficial de uma semana pelos mortos na operação militar americana. Estima-se que 80 pessoas tenham morrido, entre militares e civis.
Governo americano detalha planos para o futuro da Venezuela
Reprodução/TV Globo