EUA deixam oficialmente o Acordo de Paris pela segunda vez sob governo Trump

  • 27/01/2026
(Foto: Reprodução)
O que é o Acordo de Paris, compromisso ambiental do qual Trump assinou retirada dos EUA Os Estados Unidos abandonaram oficialmente o Acordo de Paris nesta terça-feira (27), um ano após o presidente Donald Trump assinar a ordem executiva que iniciou o seu processo de retirada. Com a decisão, o país deixa o principal acordo internacional voltado à coordenação de ações contra as mudanças climáticas (entenda mais abaixo). Em comunicado oficial, a Casa Branca afirmou que a decisão segue a diretriz do governo de priorizar acordos alinhados aos interesses econômicos nacionais. Segundo o texto, o Acordo de Paris impõe custos ao país sem benefícios equivalentes. No seu 1º mandato, Trump já tinha retirado o país do acordo, alegando que ele prejudicava a economia americana e beneficiava outros países às custas dos Estados Unidos. O processo levou anos e foi imediatamente revertido pela presidência do democrata Joe Biden em 2021. Desta vez, contudo, a medida teve uma tramitação mais ágil. O abandono do pacto ocorre após o governo americano anunciar, no início do mês, a saída da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, tratado aprovado pelo Senado dos EUA em 1992 e que serve de base institucional para o Acordo de Paris. As duas decisões encerram a participação formal dos Estados Unidos nos principais mecanismos multilaterais da política climática. Abaixo, entenda mais sobre os motivos desse caminho e o que de fato siginifica o Acordo de Paris. Rascunho do texto final da COP 21, a Cúpula do Clima de Paris, que estabeleceu o acordo. Benoit Doppagne/Belga/AFP O acordo e a partes O Acordo de Paris é um tratado assinado em 2015, durante a COP21, a 21ª cúpula do clima da Onu em Paris. Em resumo, seu principal objetivo é manter o aquecimento global do planeta bem abaixo de 2°C até o final do século e buscar esforços para limitar esse aumento até 1.5°C. 🌎 ENTENDA: 1.5°C é o chamado “limite seguro” das mudanças climáticas. É o limiar de aumento da taxa média de temperatura global que temos que atingir até o final do século para evitar as consequências da crise climática provocada pelo homem por causa da crescente emissão de gases de efeito estufa na nossa atmosfera. Dá pra dizer que quase todos os países do mundo são signatários do acordo, exceto alguns poucos, como Irã, Líbia, Iêmen e Eritreia. Em 2020, os Estados Unidos se retiraram do Acordo, mas voltaram em 2021. Em 2018, o presidente Jair Bolsonaro também ameaçou retirar o Brasil do acordo, mas isso não ocorreu. 🌡️ Agora, com a saída confirmada novamente, os Estados Unidos se juntam oficialmente à essa seleta lista. E de forma mais ágil. Isso acontece porque diferentemente da retirada anunciada em 2017, quando era necessário aguardar três anos após a entrada em vigor do tratado, o processo agora pôde ser concluído em apenas um ano, já que o país havia sido reintegrado ao pacto durante o governo Biden. Manifestantes protestam por energias "100% renováveis" numa praça próximo a Torre Eiffel durante a COP 21, que estabeleceu o Acordo de Paris. AP PhotoMichel Euler, File Até esta terça-feira, os Estados Unidos integravam o Acordo de Paris e faziam parte do grupo de países comprometidos com metas nacionais de redução de emissões. Esses países são chamados de “partes” — Estados que participam das Conferências do Clima da ONU, as COPs. As partes são vinculadas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês; CQNUMC, em português), tratado internacional que organiza a cooperação global sobre o tema. A COP é o órgão máximo da Convenção e reúne os países signatários para negociar, revisar compromissos e acompanhar a implementação das metas climáticas. O 'coração' do tratado Os países signatários do acordo também concordaram que devem comunicar as ações que estão tomando para reduzir essas emissões de gases de efeito estufa. Por isso, dá para dizer que o Acordo de Paris tem um "coração": as NDCs, essas metas climáticas dos países. Essa é uma sigla em inglês quer dizer contribuições nacionalmente determinadas. De acordo com o acordo, as NDCs são apresentadas a cada cinco anos. Por causa da pandemia, a primeira revisão aconteceu na COP26. E para que a meta reflita em algo concreto, factível e justo ao longo do tempo, o Acordo de Paris prevê que cada NDC subsequente deve representar uma progressão em relação à NDC anterior. Apesar disso, embora as partes tenham a obrigação legal de ter uma NDC, caso suas medidas listadas não sejam cumpridas elas NÃO serão responsabilizadas por isso. No ano retrasado, por exemplo, o governo brasileiro detalhou na COP29, a sua nova Contribuição Nacional Determinada (NDC, na sigla em inglês) para o Acordo do Clima de Paris. Em um documento enviado à Onu, o Brasil afirmou que prevê reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, tomando como base os níveis de 2005. 🌎 ENTENDA: As comparações do Acordo de Paris levam sempre em referência os níveis globais de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) verificados em 2005, um ano com um ponto de alta nessa tendência crescente. Poluição em fábrica na Alemanha. AP Photo/Michael Probst E o Protocolo de Kyoto? Esse é um acordo separado e autônomo que requer a ratificação de governos e que está vinculado ao UNFCCC. 'Máquina do tempo do clima' mostra aquecimento global desde o século 19 Diferentemente do Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto exige que somente os países desenvolvidos reduzam suas emissões. O tratado, tido como pioneiro no enfrentamento ao aquecimento global, não é ratificado pelos EUA, um dos países mais poluidores do mundo. Por isso, entre outras razões, o Acordo de Paris é considerado um substituto do Protocolo de Kyoto, que perdeu força ao longo dos últimos anos. ONU alerta: planeta deve ultrapassar o limite de 1,5°C do Acordo de Paris nos próximos 5 anos

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/01/27/eua-deixam-oficialmente-acordo-de-paris.ghtml


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