Com CPI sobre aportes do Rioprevidência parada, Alerj cria quatro novas comissões de inquérito

  • 26/05/2026
(Foto: Reprodução)
Com CPI sobre aportes do Rioprevidência parada, Alerj cria quatro novas comissões de inquérito A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro criou nesta terça-feira (26) quatro novas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), enquanto segue sem avanço o pedido para investigar os aportes do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, protocolado no início deste mês. Os aportes do Rioprevidência durante a gestão Cláudio Castro no Master foram o motivo da 8ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal nesta terça. A folha de pagamento dos inativos e pensionistas do Rioprevidência é de 241.927 servidores, de acordo com dados de abril da Subsecretaria de Gestão de Pessoas, da Casa Civil. O valor gasto mensal com a folha de pagamento é de R$ 2,1 bilhões. Ou seja, os R$ 3,7 bilhões aplicados no Master representam quase dois meses de pagamento. O autor do pedido da CPI sobre o Banco Master, Flávio Serafini (Psol), afirma que conseguiu as assinaturas para a comissão e foi à Justiça, exigindo a instalaçao que, por enquanto, diz que reúne mais informações. A Alerj argumenta que o deputado Vinicus Cozzolino (PSD) retirou sua assinatura do pedido de CPI. O RJ2 entrou em contato com ele, que afirma que apesar da retirada a é a favor da instalação. A CPI tem o poder de pedir a quebra de sigilo fiscal, entre outros documentos. A oposição afirma que as novas CPIs - algumas pedidas há anos - que foram anunciadas nesta terça são uma tentativa de evitar que a CPI do Master saia do papel ou controlar a comissão. As novas CPIs foram oficializadas em resoluções publicadas no Diário Oficial da Alerj e assinadas pelo presidente da Casa, Douglas Ruas (PL). Cada colegiado terá sete integrantes e prazo inicial de 90 dias para conclusão dos trabalhos, com possibilidade de prorrogação. Segundo a Alerj, quando a atual presidência assumiu a gestão da Casa, em abril, havia 14 pedidos de criação de CPIs aguardando análise. Douglas Ruas afirmou ter encaminhado os requerimentos à Procuradoria da Assembleia, que recomendou o respeito à ordem cronológica de apresentação dos pedidos. Entre as novas comissões criadas está a CPI proposta pela deputada Dani Monteiro (Psol), que vai investigar os impactos socioambientais das chuvas e da crise climática no estado. Outra comissão, de autoria do deputado Anderson Moraes (PL), terá como foco investigar possíveis associações entre Organizações Não Governamentais (ONGs) e o narcotráfico. A Alerj também aprovou a CPI apresentada pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), destinada a apurar os desdobramentos da tragédia climática ocorrida em Petrópolis em fevereiro de 2022, além da aplicação dos recursos repassados pela Assembleia à prefeitura da cidade após o desastre. Já a quarta comissão, proposta pelo deputado Yuri Moura (Psol), vai investigar falhas no fornecimento de energia elétrica da concessionária Enel no interior do estado. As CPIs são comissões temporárias criadas para investigar fatos de interesse público. Elas têm poder de apuração dentro da competência legislativa da Assembleia e podem resultar em propostas legislativas, pedidos de providência e encaminhamentos a órgãos de controle e fiscalização. O presidente da Alerj, Douglas Ruas Octacílio Barbosa/Alerj

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/26/com-cpi-sobre-aportes-do-rioprevidencia-parada-alerj-cria-quatro-novas-comissoes-de-inquerito.ghtml


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