Cabeça de Dante Michelini, absolvido por morte de Araceli, é encontrada pela polícia na maré em Guarapari
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Cabeça de Dante Michelini, absolvido por morte de Araceli, é encontrada pela polícia na maré em Guarapari, espírito santo
Ricardo Medeiros/Rede Gazeta
A Polícia Civil localizou a cabeça de Dante Michelini, encontrado morto em um sítio em Guarapari, no último dia 3. A informação foi confirmada pelo chefe do Departamento Especializado em Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), delegado Fabricio Dutra, que acompanhou as buscas, na manhã desta quarta-feira (11).
O trabalho da polícia se concentrou no canal do Centro da Cidade. O suspeito de ser o resposnável pela morte. Agora, a faca utilizada para cometer o crime está sendo procurada.
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'Dantinho', como era conhecido, foi encontrado em um sítio localizado em Meaípe. Ele foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
No entanto, as informações iniciais não relacionam o crime com a morte de menina.
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Suspeito levado ao local do crime
Mais cedo, a polícia também esteve com o suspeito no sítio onde o corpo de Dante Michelini foi encontrado, em Meaípe, para que ele ajudasse a esclarecer detalhes sobre a dinâmica do crime.
Até o momento, a polícia informou apenas que suspeito veio da Bahia e estava morando no balneário capixaba há alguns meses. Não foram divulgadas informações sobre a motivação para o crime.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, "trata-se de um caso solucionado”. Ele disse ainda que mais detalhes vão ser apresentados em uma coletiva de imprensa.
Na manhã desta quarta-feira (11), a polícia também esteve com o suspeito de cometer o crime no sítio onde Dante Michelini foi encontrado, em Meaípe, Guarapari, Espírito Santo
Caíque Verli
Entenda o caso
Dante de Brito Michelini, de 76 anos, foi encontrado morto, decapitado e carbonizado, em um sítio em Meaípe, em Guarapari. O corpo foi identificado Polícia Científica por meio de exame papiloscópico, que analisa impressões digitais, palmares e plantares.
A confirmação da morte foi feita por um de seus irmãos, que esteve no sítio onde a vítima foi encontrada poucas horas depois. O corpo estava em uma estrutura incendiada dentro da propriedade, após uma testemunha estranhar a ausência do dono do sítio e encontrar sinais de destruição no local.
Buscas para tentar encontrar a cabeça de Michelini estão sendo realizadas com o apoio de cães farejadores da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros desde quando o crime foi descoberto.
Dante de Barros Michelini, durante interrogatório em 1980 por morte de menina Araceli, no Espírito Santo
Arquivo/ TV Gazeta
Uma piscina do sítio, que apresentava odor semelhante ao de corpo em decomposição, chegou a ser esvaziada. No local, porém, foram encontrados apenas restos de duas tartarugas.
Além das buscas na propriedade, a investigação focou também na rotina da vítima. A polícia disse que ia ouvir familiares e pessoas que tiveram contato recente com ele para entender com quem convivia, quais foram seus últimos encontros e os contatos feitos antes da morte. Um dos pontos apurados é a informação de que a família teria colocado o sítio à venda.
Passado
Dante Brito Michelini foi um dos acusados e, posteriormente, absolvido pela Justiça, no caso do assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, um dos crimes mais emblemáticos de violência contra a criança do país.
Dante era membro de uma das mais tradicionais e influentes famílias do Espírito Santo. Inclusive, o avô dele, de mesmo nome, Dante Michelini, dá nome a uma das principais avenidas de Vitória.
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Dante era um dos principais acusados da morte de Araceli
Dante foi um dos três principais acusados pela morte de Araceli. A menina tinha 8 anos quando foi raptada, drogada, estuprada, morta e carbonizada em Vitória, em 1973.
Em 1980, Dante de Brito Michelini chegou a ser condenado, mas a sentença foi anulada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Após nova análise do processo, que se estendeu por cinco anos, os réus foram absolvidos por falta de provas. O crime acabou sendo arquivado e nunca teve responsáveis punidos.
Em memória à menina Araceli, o dia 18 de maio foi instituido como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, com a aprovação da Lei Federal 9.970/2000.
Todos os anos, nesta data, a impunidade sobre a morte de Araceli é lembrada e diversas atividades para discutir o tema são realizadas no Brasil.
Caso Araceli
Reprodução/TV Gazeta
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