Artigo sobre polilaminina é publicado, mas eficácia segue incerta; entenda

  • 04/08/2026
(Foto: Reprodução)
Paciente recebe polilaminina em Curitiba O artigo científico sobre o primeiro teste da polilaminina em seres humanos foi publicado nesta terça-feira (4) na revista científica “Spinal Cord”. A pesquisa teve como foco avaliar se a aplicação da substância diretamente na medula era segura e poderia ser realizada. ➡️ Para saber se o tratamento realmente contribui para a recuperação dos pacientes, ainda serão necessários estudos maiores, com grupos de comparação. O trabalho acompanha oito pacientes com lesão traumática da medula considerada completa e relata que seis passaram a apresentar algum grau de recuperação motora. A publicação ocorre depois de o estudo ter sido divulgado, em 2024, como pré-print — uma versão preliminar sem revisão por pares — e de ter sido recusado por outros periódicos. Em março, o g1 mostrou que a pesquisadora Tatiana Sampaio reconheceu problemas no texto, entre eles um erro em um gráfico que atribuía cerca de 400 dias de acompanhamento a um paciente que morreu cinco dias após o procedimento. Esse erro foi corrigido na versão publicada. Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular aguda em 2018 e aplicou polilaminina Divulgação/@bfdrummond Paciente volta a andar e leva polilaminina aos trends; entenda o que a substância pode fazer e o que ainda não se sabe O novo artigo também traz mais detalhes sobre os exames feitos para afastar o chamado choque medular, condição temporária que pode dificultar a avaliação inicial da gravidade da lesão. Ainda assim, não informa quantos pacientes foram avaliados e ficaram de fora do estudo. O estudo envolveu oito pacientes, com tipos e níveis diferentes de lesão, e não contou com um grupo de controle. Como todos também passaram por cirurgia e fisioterapia, ainda não é possível separar com precisão o efeito de cada intervenção nem atribuir a melhora apenas à polilaminina. Estudo da polilaminina aponta que proteína pode ajudar a devolver movimentos para quem tem lesões na medula Reprodução/TV Globo Outro ponto sensível é a taxa de recuperação espontânea usada como referência. No pré-print, os pesquisadores falavam em cerca de 9%. No artigo publicado, passaram a citar uma faixa de 0% a aproximadamente 15%. Durante tentativas anteriores de publicação, revisores haviam apontado estudos com taxas que poderiam chegar perto de 40%. Essa diferença é importante porque os autores usam a recuperação de seis dos oito pacientes, ou 75% da amostra, para afirmar que o resultado parece superior ao esperado. Sem uma comparação direta com pacientes semelhantes que não receberam a substância, porém, essa conclusão continua limitada. Segundo o artigo, não houve piora neurológica nem evento adverso grave atribuído ao procedimento. Três pacientes morreram durante o acompanhamento, por pneumonia, tamponamento cardíaco e sepse. Os casos foram avaliados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e não foram relacionados à aplicação. Entenda como funciona a polilaminina. Arte/g1 O que a polilaminina pode fazer e o que ainda não se sabe sobre a substância

FONTE: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/08/04/artigo-sobre-polilaminina-publicado-eficacia-entenda.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes