Após reservatório da Vale transbordar, ministro manda apurar responsabilidades
26/01/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra fluxo de água após rompimento de dique da Vale em Congonhas
O Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) apure a responsabilidade do extravasamento de um reservatório da Vale, no limite entre Ouro Preto e Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. Caso ocorreu na madrugada deste domingo (25), quando a tragédia de Brumadinho completou sete anos.
O ministro também pediu a abertura de um processo para apuração das responsabilidades do acidente, com "rigor e celeridade". O chefe da pasta determinou, ainda, a adoção imediata de fiscalização rigorosa sobre todas as estruturas impactadas.
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De acordo com o ministro, a Agência Nacional de Mineração (ANM) deve implementar medidas necessárias para a solução da ocorrência, o que inclui, se for o caso e conforme avaliação técnica, a interdição da operação.
De acordo com a Vale, a estrutura que transbordou pertence à mina de Fábrica. Imagens mostram a área atingida pelo extravasamento de água com sedimentos de uma cava pertencente à Vale (veja o vídeo acima). A área pertence a uma outra mineradora, da CSN Mineração. Segundo a empresa, apesar do acidente, as operações continuam normalmente.
Conforme as mineradoras, não há registro de feridos nem impacto à comunidade da região. Equipes da Defesa Civil estadual seguem, nesta segunda-feira (26) no local para acompanhar a situação e avaliar possíveis impactos ambientais.
O g1 procurou a ANM, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
Segurança da população local
De acordo com o ministro, a Agência Nacional de Mineração (ANM) deve adotar medidas urgentes para garantir a segurança das comunidades locais e a proteção do meio ambiente. Alexandre Silveira também determinou que a agência aprimore as ações normativas e práticas operacionais, de modo a "assegurar que situações semelhantes sejam avaliadas de forma célere e resultem em providências administrativas efetivas".
"No âmbito dessa determinação, poderão ser acionados inclusive órgãos estaduais responsáveis pela fiscalização e eventual penalização, bem como o Ministério Público, para a apuração de responsabilidades e para a adoção das medidas cabíveis voltadas à reparação de possíveis danos materiais, ambientais e pessoais", afirmou o ministro Alexandre Silveira.
Reservatório da Vale, em Congonhas, se rompe e atinge área da CSN
Reprodução
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