Agibank precifica IPO nos EUA a US$ 12 por ação e estreia na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira
11/02/2026
(Foto: Reprodução) Agibank
Divulgação/Agibank
A fintech Agibank informou nesta quarta-feira (11) que fixou o preço de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos em US$ 12 por papel, movimentando US$ 276 milhões (R$ 1,4 bilhão) com a inclusão do lote adicional.
A empresa colocou à venda 20 milhões de ações e deu aos bancos responsáveis pela oferta um prazo de 30 dias para comprar até 3 milhões de ações a mais, pelo mesmo preço.
Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup atuam como coordenadores globais da oferta. O sindicato também conta com Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander, Société Générale e XP, além de Oppenheimer & Co. e Susquehanna Financial Group.
O preço foi definido no limite inferior da faixa indicativa, entre US$ 12 e US$ 13, que já havia sido revisada para baixo em relação à proposta inicial, de US$ 15 a US$ 18. A empresa também reduziu o tamanho da oferta.
O IPO do Agibank ocorre após o banco digital concorrente PicPay abrir capital na bolsa norte-americana Nasdaq no mês passado, na primeira oferta pública de uma empresa brasileira em mais de quatro anos.
As ações do Agibank começam a ser negociadas nesta quarta-feira na Bolsa de Valores de Nova York, sob o código “AGBK”.
Pedido protocolado em NY
A fintech havia protocolado o pedido de IPO com distribuição primária e secundária na Bolsa de Nova York (Nyse, na sigla em inglês) em 14 de janeiro deste ano.
A expectativa é que a empresa destine os recursos captados na oferta para "propósitos corporativos gerais", segundo informou em documento enviado à SEC (CVM americana), à época.
A companhia também informou que pode destinar parte do dinheiro para a compra ou investimento em novos negócios, produtos, serviços ou tecnologias. No entanto, destaca que "não tem acordos ou compromissos para aquisições ou investimentos materiais neste momento".
A origem do Agibank remonta a 1999, quando Marciano Testa, então estudante universitário, fundou a Agiplan com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito no Brasil.
Além de Testa, o Agibank tem como principais acionistas as gestoras brasileiras Vinci Compass e Lumina Capital Management.
A Lumina é presidida por Daniel Goldberg, ex-presidente do Morgan Stanley no Brasil e ex-integrante do conselho de administração do Nubank, segundo documentos apresentados ao regulador.
No acumulado de 2025 até o fim de setembro, o banco contava com cerca de 6,4 milhões de clientes ativos, carteira de crédito de R$ 34 bilhões, lucro líquido de R$ 875 milhões e retorno médio sobre o patrimônio líquido de 41%, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado em seu site de relações com investidores.
O número de funcionários era de 5.030, ante 4.700 no fim de 2024, de acordo com os documentos apresentados ao regulador.
O pedido de IPO amplia a lista de empresas brasileiras do setor financeiro que abriram capital nos Estados Unidos, da qual já fazem parte Nubank, XP, Inter, PagBank e StoneCo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1